Propostas recentes de alteração do marco regulatório do setor elétrico trouxeram ao debate público a possibilidade de revisão da compensação da energia injetada por sistemas fotovoltaicos conectados à rede. Alterações em esquemas tarifários e na forma de remuneração podem alterar significativamente o prazo de retorno de investimentos em geração distribuída residencial e empresarial.
Analistas e associações do setor alertam que mudanças abruptas podem reduzir a atratividade de novos projetos e impactar consumidores que já investiram em painéis solares. Alternativas em discussão incluem mecanismos de transição tarifária, estímulos à armazenagem distribuída, incentivos para integração entre geração e armazenamento e regras claras para curtailment e remuneração em horários críticos.
O cenário exige diálogo entre reguladores, agentes do mercado e consumidores para garantir previsibilidade e manter o crescimento sustentável da energia solar, ao mesmo tempo em que se asseguram objetivos sociais e a estabilidade do sistema elétrico.